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13/02/2018

NT-proBNP na era dos ARNIs

A avaliação dos níveis da proteína auxilia o diagnóstico da insuficiência cardíaca, o monitoramento e a determinação de sua gravidade e fornece valiosas informações prognósticas

Um artigo publicado em 2015 na revista Arquivos Brasileiros de Cardiologia, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), estimou que todos anos são registrados 100 mil novos casos de insuficiência cardíaca no Brasil. Essa condição atinge hoje três milhões de pessoas, sendo a segunda causa de hospitalização em indivíduos acima de 65 anos no País.

A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração não consegue bombear sangue o suficiente para atender às necessidades do corpo. O órgão tenta compensar esse efeito por meio da ampliação, porém, a ação o enfraquece ainda mais.

O estiramento da parede miocárdica, devido ao aumento no volume e à sobrecarga de pressão nos ventrículos, eleva os níveis de NT-proBNP na corrente sanguínea.

Depois de anos em um cenário estável, novas perspectivas no tratamento e monitoramento da insuficiência cardíaca (IC) têm desenhado um cenário promissor na saúde. Recentemente, foi aprovado no mercado brasileiro um medicamento para tratar a IC.

A droga com nome comercial Entresto® (sacubitril/valsartana) é o primeiro medicamento da classe terapêutica dos inibidores de neprilisina e receptores de angiotensina – ARNI, na sigla em inglês.

Em entrevista ao jornal O Globo (publicada em agosto de 2017), o professor da Universidade de Glasgow e principal autor da pesquisa que deu origem à droga, John McMurray, disse que o tratamento pode reduzir consideravelmente o risco de morte e hospitalização de pessoas com IC. Além disso, possibilita que esses pacientes não percam a qualidade de vida ao longo do tempo.

A avaliação dos níveis da proteína auxilia o diagnóstico da insuficiência cardíaca, o monitoramento e a determinação de sua gravidade e fornece valiosas informações prognósticas. Com a chegada do ARNI, o teste de NT-proBNP também pode auxiliar o monitoramento de pacientes em tratamento com Entresto®.

Segundo a gerente de Assuntos Científicos da Roche Diagnóstica, Marisa D’ Innocenzo, o marcador é o mais adequado para monitorar os pacientes sob tratamento com essa nova classe de medicamentos.


Fonte: LabNetWork

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