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09/04/2019

Nova formas de remunerações nas Análises Clínicas

      Zapeando, há poucos minutos num dos muitos grupos de whatsapp, onde são discutidos todos os tipos de situações laboratoriais, li numa postagem que uma operadora de planos de saúde está solicitando aos Laboratórios credenciados a devolução de oito por cento de tudo o que foi pago no ano passado, 2017, em dez suaves boletos.
      A alegação de que a situação econômica do empreendimento, muito complicada, faz com que os gestores não consigam enxergar outra solução. E que a maioria dos laboratórios presentes à reunião, além de concordar, já efetuou o primeiro pagamento. O colega que postou a informação, chocado e desorientado, não citou nomes, nem locais. Apenas queria a opinião dos demais integrantes do grupo de como proceder diante de situação tão insólita.
      A primeira pergunta feita por membros do grupo foi a de saber se essa cobrança também estava sendo realizada aos médicos das diversas especialidades, aos hospitais credenciados, serviços de imagem e demais prestadores. Não houve resposta.
      Quantas pautas poderão ser imaginadas a partir de uma atitude dessas? O que levaria uma operadora de planos de saúde a escolher justamente os Laboratórios de Análises Clínicas como tábua de salvação?
Podemos começar pelo desprezo e ojeriza que a nossa atividade vem causando àqueles que dirigem e têm o poder de impor preços aos Laboratórios. As alegações de que desconhecem que os procedimentos laboratoriais decidem setenta por cento dos diagnósticos clínicos não são mais críveis. Estão cansados de saber que, pelo equivalente a ninharias, evitam reconsultas e internações desnecessárias, além de ter à mão um imensurável portfólio de prevenções.
      Sabem muito bem que a categoria é dividida e que vão encontrar quem atenda por menos, muito menos se necessário. Tem pleno conhecimento de que, nas últimas licitações das Prefeituras Municipais para atendimento laboratorial ao SUS, alguns dos postulantes ofereceram descontos interessantes na tabela do Ministério da Saúde a qual, todos sabem, está estática há 24 anos.
      A qualidade diminui, um pouquinho apenas. Mas serve. Poderão ocorrer algumas reclamações de falta de bom atendimento na recepção, na coleta de material, nos laudos, mas afinal de contas ... todos são falíveis. Uma falha a mais, ou a menos, não faz tanta diferença. De qualquer forma, não serão exigidos desses laboratórios os resultados das avaliações de desempenho no controle da qualidade externa.
      Qualidade interna? Acreditações? Relatório de treinamentos? Apenas Perfumarias. Pensam e agem desta forma.
      São acontecimentos desta natureza que ajudam a separar os serviços de qualidade daqueles comprometidos apenas com a beleza estética ... dos laudos. Entretanto, de forma alguma, deve-se generalizar. Existem, por esse país afora, em lugares longínquos, nunca dantes imaginados, Laboratórios excepcionais. Em Piri Piri, Pirapora, Santarém, Itamarandiba, Sinop e outras localidades bem interioranas, são apenas alguns exemplos. Existem grupos de Laboratórios reunidos em associações privadas voltadas unicamente às ações de aprimoramento da qualidade de seus associados. O grupo LAS – Laboratórios Associados do Sul é um exemplo marcante, vivo e atuante. Nas grandes cidades, Laboratórios de ponta, fundações e núcleos universitários da mais alta representatividade convivem (não necessariamente em harmonia) com o que há de menos expressivo.
      O momento exige reflexões: A crise financeira que atinge e assola o país faz com que muitas famílias abandonem seus planos de saúde. Sem condições de aguentar os reajustes, bem superiores aos índices oficiais de inflação.
      Procuram soluções mais palatáveis ou ingressam no sistema oficial público de atendimento - SUS. Este por sua vez depende totalmente dos processos de gestão dos estados e municípios. Funciona de forma razoável em alguns, em outros o atendimento é catastrófico e, na média geral, deixa muito a desejar. Os repasses são insuficientes, os valores de remunerações vergonhosos e nefastas influências, da má prática política, atrapalham as gestões municipais. São fatores com a marca registrada do país, e que estão a levar as operadoras à procura por reduções de custos.
      Já existem diversas soluções negociadas entre operadoras e hospitais, onde foram abolidas as soluções tradicionais do tipo “fee for service” onde o acerto é realizado a partir de cada procedimento, materiais, diárias, medicamentos. Pacotes acertados com hospitais em vários estados levam em conta apenas a patologia da internação, contratada a valores fixos. São negociações complexas, que envolvem técnicas de avaliações de custos, com base em metodologias já testadas em outros países (DRG-Diagnosis Related Groups). Da mesma forma, já existem negociações similares, já firmadas para atendimentos ambulatoriais.
      A reflexão que o momento exige prende-se ao fato de que, logo ou daqui a pouco essas mudanças chegarão aos Laboratórios de Análises Clínicas. É evidente que as grandes corporações laboratoriais já estarão preparadas para negociações e até para absorverem alguma perda de receita.
      É imprescindível lembrar, a todo momento, às fontes pagadoras, que a importância dos dados contidos nos laudos laboratoriais estão muito acima da relação custo x benefício.
      A preocupação ficará restrita aos Laboratórios de porte pequeno e médio, principalmente aos que estão sempre comprometidos com qualidade, eficiência e equidade.
      Os outros não terão motivos para preocupações.

Agenda

julho

11

Novas Padronizações e Recomendações em Hematologia.

Novas Padronizações e Recomendações em Hematologia.

Descrição:

Buscando o aprimoramento e a qualificação de seus associados,a Comissão de Educação Continuada LAS em parceria com a Hemoclass l...

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SOBRE O EVENTO

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Depoimentos

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Participei nesse mês de junho do Congresso Brasileiro de Análises Clínicas da SBAC em Belo Horizonte e o que falar sobre esse evento que foi no mínimo maravilhoso. Tive a oportunidade de conhecer novas tecnologias para automação laboratorial, sem interessar o tamanho dos nossos laboratórios, tive a oportunidade de participar de inúmeras palestras sobre os mais diversos temas, conheci vários distribuidores de insumos para laboratórios com várias novidades e também tive a oportunidade de ter um contato maior com os laboratórios que nos prestam serviço de apoio.


Mas, sinceramente para mim isso não foi o mais importante. Conhecer o grupo LAS, penso que chamar de grupo não é correto depois de tudo que vivemos lá, seria bem melhor chamar de família LAS. Pessoas até então desconhecidas ou apenas conhecidas socialmente ou de grupos de internet, que vestiram a mesma camiseta com o objetivo de divulgar o trabalho realizado pela Associação no Sul do Brasil.



Fiz amigos que com certeza serão para toda a vida e mais do que isso, encontrei companheiros de profissão com o propósito de ensinar e aprender com o “Como eu faço”, tão disseminado pela LAS.


Amigos capazes ajudar não só na área técnica, mas principalmente com experiências de vida, coisas simples do dia a dia, como poder falar sobre os filhos, família, amigos, dificuldades e como vencer obstáculos.


Volto a pergunta do começo: o que falar do CBAC... só me resta uma resposta... estou contando os dias para poder rever a todos...
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Dra. Flaviane Feijó - diretora lab. Manoel Feijó

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SOBRE A LAS

A LAS é uma rede de cooperação de laboratórios de análises clínicas que tem o objetivo de proporcionar desenvolvimento e aumento de competitividade aos laboratórios a ela associados.
Com a função de representar e congregar os associados, a LAS mantém uma agenda permanente de atividades voltadas para o desenvolvimento do indivíduo e da organização.

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LAS - Laboratórios Associados - Laboratório de Análises Clínicas